terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Afinal em que ficamos?

Temos andado a despejar a caixa das "coisas-começadas-há-tanto-tempo-que-até-parece-que-não-queriam-ser-terminadas"

Entre elas havia estes protótipos para novo modelo de babete:



A minha dona lembrou-se do dia em que fez o primeiro molde da gravata, correu mal, não gostou do resultado e pôs de parte para deitar fora. Estava ela a fazer outra coisa quando a filha de 5 anos entrou na sala e perguntou:
- Mãe, o que faz aqui um peixe?



Afinal em que ficamos é um peixe ou uma gravata?

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Almofadinha térmica

No fim-de-semana fizemos uma almofadinha de arroz e alfazema para a princesa pirata cá de casa, foi ela que escolheu os tecidos, o bordado e a fita, eu e a mãe fizemos o resto com a preciosa ajuda da minha amiga tesoura e de uns alfinetes muito prestáveis e que nos fazem imensa companhia.


Ainda antes de a fronha estar terminada foram aquecer a almofada, teve o melhor dos resultados:
- Mãe, cheira mesmo a bolachas!



Foi o meu primeiro trabalho em apliqué (ai que chique que estou a falar estrangeiro!). Não me posso sentir 100% realizada, até porque a minha dona diz que temos de treinar mais até ficar mesmo bem. Ao que parece houve um problema qualquer com o tamanho do ponto...

Treinar? Venham motivos para aplicar que eu não tenho medo.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Riscos

Estávamos nós a trabalhar, ou melhor eu estava quietinha a ver a minha dona a trabalhar...

Pensávamos as duas que íamos ter uns minutos sem interrupções, estávamos a ouvir os efeitos sonoros de comboios a andar numa linha de madeira, era portanto a altura ideal para fazer um trabalho delicado e que exige concentração - marcar e cortar sem moldes.




De repente ouviu-se uma vozinha:
- Mãe o que estás a fazer?
- Estou a marcar o tecido.
(Subindo para um banquinho) - Íiííiíííí tantos riscos!!
(E recorrendo à velocidade supersónica que só as crianças são capazes, pegou na tesoura) - Vamos cortar?

Apresentação





Olá, o meu nome é Silvercrest, aliás este é o meu apelido, penso que deveria ter um nome próprio como as outras pessoas cá de casa, e como todos os bichos com que a minha dona já conviveu não vos parece?

Fui uma prenda de Natal, e entrei para uma família que tem duas crianças, uma menina de 7 anos e um rapaz e 4.
Viver nesta casa é uma aventura atrás de outra, por isso decidi criar este blog para vos contar algumas delas e as histórias que vou ouvindo de outras máquinas de costura.