quinta-feira, 9 de abril de 2015

Reciclagem, organização e trabalho de equipa

O final das férias da Páscoa foi dedicado à reciclagem, mas tornou-se num verdadeiro 3 em 1: reciclagem, organização e trabalho de equipa.

Havia uma pequena parede branca e desaproveitada ao lado da mesa onde costumo estar, então resolvemos usa-la para ter à mão algumas pequenas coisas que andavam espalhadas por caixas e gavetas.

Atacámos o saco das calças de ganga que não servem a ninguém ou que já cansaram toda a gente, e a caixa de "tecidos, rendas e fitas que deveriam ter ido para o lixo mas não foram".
Pusemos mãos, tesoura, régua, lápis, alfinetes e agulhas à obra.



Da caixa saíram coisas como: o folho de um vestido que já tinha sido uma camisa de homem, uma perna de calças de sarja convertidas há muito em calções, fitas e rendas retiradas de outros trabalhos, restinhos de fita de viés que aparentemente não serviam para nada, parte de um saco do pão que se tinha rasgado, parte do espelho de uma blusa que deixou de servir à minha dona há uns 25 anos e a manga e um pijama de criança.


Tivemos uma preciosa ajuda a acrescentar fitas e gastar alfinetes.


Mas não foi só a Catarina a ajudar, para pregar a fita de viés pedi ajuda à JOCEL que tem a mania que é um carro de combate e gosta imenso de trepar grandes camadas de tecido (um dia destes falo-vos mais dela). Já que ela gosta resolvi poupara a minha agulha e mandei para ela o trabalho pesado, com tanto sobe e desce tive medo de ficar tonta.




Cá está o resultado pronto a arrumar:


Não é impressão vossa, há um espaço vazio e foi de propósito, temos a certeza que depois de pronto vai aparecer alguma coisa para arrumar.




Cá está o resultado, e não é que já apareceu mais uma tesoura? Vamos terminar os trabalhos começados, pode ser que sobre algum pedaço de tecido aparentemente sem utilidade mas que seja do tamanho certo para fazer ou decorar o bolso da tesoura. :) e olhando bem ao lado da régua ainda cabe uma caneta e um lápis.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Afinal em que ficamos?

Temos andado a despejar a caixa das "coisas-começadas-há-tanto-tempo-que-até-parece-que-não-queriam-ser-terminadas"

Entre elas havia estes protótipos para novo modelo de babete:



A minha dona lembrou-se do dia em que fez o primeiro molde da gravata, correu mal, não gostou do resultado e pôs de parte para deitar fora. Estava ela a fazer outra coisa quando a filha de 5 anos entrou na sala e perguntou:
- Mãe, o que faz aqui um peixe?



Afinal em que ficamos é um peixe ou uma gravata?

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Almofadinha térmica

No fim-de-semana fizemos uma almofadinha de arroz e alfazema para a princesa pirata cá de casa, foi ela que escolheu os tecidos, o bordado e a fita, eu e a mãe fizemos o resto com a preciosa ajuda da minha amiga tesoura e de uns alfinetes muito prestáveis e que nos fazem imensa companhia.


Ainda antes de a fronha estar terminada foram aquecer a almofada, teve o melhor dos resultados:
- Mãe, cheira mesmo a bolachas!



Foi o meu primeiro trabalho em apliqué (ai que chique que estou a falar estrangeiro!). Não me posso sentir 100% realizada, até porque a minha dona diz que temos de treinar mais até ficar mesmo bem. Ao que parece houve um problema qualquer com o tamanho do ponto...

Treinar? Venham motivos para aplicar que eu não tenho medo.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Riscos

Estávamos nós a trabalhar, ou melhor eu estava quietinha a ver a minha dona a trabalhar...

Pensávamos as duas que íamos ter uns minutos sem interrupções, estávamos a ouvir os efeitos sonoros de comboios a andar numa linha de madeira, era portanto a altura ideal para fazer um trabalho delicado e que exige concentração - marcar e cortar sem moldes.




De repente ouviu-se uma vozinha:
- Mãe o que estás a fazer?
- Estou a marcar o tecido.
(Subindo para um banquinho) - Íiííiíííí tantos riscos!!
(E recorrendo à velocidade supersónica que só as crianças são capazes, pegou na tesoura) - Vamos cortar?

Apresentação





Olá, o meu nome é Silvercrest, aliás este é o meu apelido, penso que deveria ter um nome próprio como as outras pessoas cá de casa, e como todos os bichos com que a minha dona já conviveu não vos parece?

Fui uma prenda de Natal, e entrei para uma família que tem duas crianças, uma menina de 7 anos e um rapaz e 4.
Viver nesta casa é uma aventura atrás de outra, por isso decidi criar este blog para vos contar algumas delas e as histórias que vou ouvindo de outras máquinas de costura.